O que eu aprendi no meu primeiro mochilão?

  • 30/05/2017
  • 1 comentário
  • Por: Guilherme Goss De Paula

Não sei se vocês notaram, mas o encerramento do post anterior desta série de posts sobre o meu primeiro mochilão foi um pouco frio… Aliás, ficou muito frio levando em consideração que Helsinque era o último destino do meu tão sonhado e desejado primeiro mochilão pela Europa. E é por isso que estou escrevendo este outro post para encerrar a série. Aqui não vou contar sobre nenhum destino que visitei, nem sobre as barbadas ou perrengues da viagem. Este post é baseado nas últimas anotações que fiz, fielmente, em meu diário de bordo e traduz o meu sentimento e reflexões após esse grande sonho realizado.

Terça-feira, 27 de maio de 2008

HELSINQUE – MADRI 

17:50 (horário de Helsinque) – Bom, o mochilão acabou! It’s over! È finito, se fue, fertig. A missão foi cumprida e esse sentimento é muitíssimo bom e importante pra mim. Foram aproximadamente 6 ou 7 meses de planejamento. Tudo começou com um guia da Europa que ganhei do meu pai, acho que foi de aniversário. Ele ficou guardado na estante enquanto eu providenciava um grande roteiro pela América do Sul. Seria um tour interessante pelo Paraguai, Argentina, Chile, Uruguai e Brasil. A viagem seria feita de carro em aproximadamente 20 dias. Na jogada estavam alguns amigos. Bom, muitas coisas aconteceram e a viagem não rolou – isso foi em julho. Em setembro comemorei minha formatura e já tinha os planos em mente. Na real me tornei um bocado chato, pois desde que comecei a planejar o mochilão eu não tenho outro assunto! O ponta-pé inicial deu-se quando eu tirei o guia da prateleira e resolvi ler pra valer. Lembro-me de ter começado à noite e pela manhã eu continuava com os olhos fixados na Europa. E assim foram muitas manhãs, tardes, noites e madrugadas com o Guia Visual da Folha. Quando terminei… comprei o guia O Viajante! Eu estava muito determinado. Passava horas a fio na internet, pesquisando em sites, blogs, Google Earth, hostels, etc. Pré-defini cada passo a ser dado: cidades, transporte, hospedagem, atrativos e gastronomia. Tudo ficou bem organizado e fácil de entender. Não fui nada humilde em definir 28 países. Quando me diziam: “- Você quer abraçar o mundo em três meses”, eu respondia “- É isso mesmo!”. Por isso estou tão satisfeito hoje, por ter conseguido alcançar meu grande objetivo. Tive bons momentos, alguns apertos, mas no fim, com muita fé, tudo deu certo!

Olhando pra trás (e passou tão rápido), posso dizer que aprendi muito nessa viagem. Acredito que, às vezes, é necessário ficar só por algum tempo, para conhecermos nossos limites, nossos pontos fortes e fracos, enfim, AUTO-CONHECIMENTO. E hoje digo, com toda certeza, duas coisas importantíssimas que entendi melhor e que me fizeram uma pessoa melhor: o amor à família e a fé! Sim, religião… Questão cultural como eu sempre enfatizei. E por que não ter cultura (rs)? A religião foi um fator que fez a diferença nessa viagem. Foram tantas igrejas – e tão belas… Me rendi e aprendi a ter fé. Sou mais feliz assim, me fez um bem danado. Foram muitos momentos em frente aos altares diante da imagem de Jesus Cristo, rezando, pedindo paz, proteção, saúde e felicidade para as pessoas amadas e, principalmente, agradecendo por cada dia, cada noite, cada momento, cada lugar, pelas pessoas boas que encontrei, pelas decisões corretas que tomei e por tudo mais… Pois cada momento foi abençoado. É assim que me sinto… Protegido por Deus! E é bom pensar assim. Quanto à família, agora sinto que sei demonstrar mais o meu amor por todos. E eles merecem. Eu que sempre me achei “diferente” por não ser muito apegado a ninguém, devo admitir que essa trip dividiu as águas da minha vida. É ótimo sentir saudade, é ótimo poder sentir e demonstrar o amor. É importante saber dizer “eu te amo”. Talvez o turbilhão de coisas que aconteceram antes da minha partida, fizeram esse processo acelerar e as primeiras duas semanas foram especialmente difíceis pra mim.

(…) Acho que é impossível decifrar e descrever os sentimentos que hoje me acompanham. É uma mistura de tudo! Da Europa fica a lembrança, a realização, mais de 10.000 fotos, vídeos, alegrias, dúvidas, saudade, conhecimento, lições diárias e, por fim, o êxito! Do Brasil e das pessoas que amo, sinto muita saudade, estou ansioso para revê-las, estou feliz por voltar hoje. Amanhã é meu aniversário e eu já tinha até me esquecido! Com certeza hoje será o dia mais longo desses últimos meses! Só quero chegar lá, mostrar as fotos, distribuir os presentes, beijá-los muito. Falar como eu os amo, enfim, quero ter minha família ao meu lado. Homesick? Sim, com certeza! E se tem uma coisa que sempre me deu forças nos momentos difíceis, foi a certeza de ter uma família e amigos me esperando no meu amado país! O MELHOR DE VIAJAR É TER A CERTEZA DE UM DIA PODER VOLTAR PRA CASA!

E é isso, viajante! Assim termina a looonga série Mochilão na Europa I (28 países), que somou 54 posts – e uns dez meses pra publicar tudo – sem contar esse último, que ficou na geladeira com duas etiquetas: “postar” ou “não postar”.

Se pareceu um pouco exagerado ou carregado, tudo bem, o calor das emoções costuma maximizar os fatos. Mas a verdade é que concluir essa viagem, visitando 28 países europeus, foi uma experiência única na minha vida e que, muito provavelmente, não voltará a se repetir (será? rsrs). Além do mais, esse mochilão foi muito responsável pelo que me tornei pessoal e profissionalmente. E, se um dia me chamaram de Viajante Inveterado, esse foi o início de toda a história.

Se você perdeu algum post (ou vários!) dessa série e estiver interessado, criei o Índice de posts – Mochilão na Europa I (28 países)onde você poderá visualizar facilmente todas as publicações sobre essa viagem.

Obrigado por acompanhar as minhas “viagens”! =)

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Guilherme Goss De Paula

Nascido em Tupã, no interior de São Paulo, sua primeira experiência internacional foi um intercâmbio na Alemanha - onde despertou seu interesse por conhecer o mundo. Trabalhou com turismo nos EUA, no Amazonas e em Santa Catarina. Graduou-se em Turismo e Hotelaria e abriu sua própria agência de viagens. Sempre em busca de novos destinos, acumula passagens por mais de 60 países. Como escritor-viajante, já participou de diversas edições dos guias O Viajante, além de ser colaborador voluntário dos sites TripAdvisor e Mochileiros.com. Sua melhor viagem é sempre a próxima!


Uma resposta para “O que eu aprendi no meu primeiro mochilão?”

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