Oslo: a capital viking

  • 11/01/2017
  • 1 comentário
  • Por: Guilherme Goss De Paula

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Ainda era de manhã quando pisei na terra dos vikings. Desembarquei com a pressa de quem sabia que o tempo era curto pra conferir tantas atrações que a capital norueguesa possui, afinal, estamos falando de uma cidade com quase 1.000 anos de existência!

Saindo da estação, caminhei até o Anker Hostel, um albergue bacana, com quartos grandes que possuem até uma pequena cozinha (sim, dentro do quarto). O café da manhã é servido em um restaurante a poucos metros.

Decidi começar meu roteiro em direção ao porto, para encontrar a entrada do Akershus Slott, o castelo medieval construído em 1299. Com o passar dos anos, transformou-se em uma fortaleza (Akershus Festning) e, mais tarde, em um castelo renascentista. Entre os destaques, estão a igreja, o mausoléu real, as salas da recepção e salões de banquete. A região que circunda o castelo é muito agradável, possui gramados e bancos, onde se pode passar horas admirando a paisagem e a Baía de Pipervika. Só tome cuidado com os corvos, um deles quase me atacou!

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Cercada por uma praça com fontes e monumentos, e ocupando um prédio feioso, fica a Rådhus (Prefeitura). Anualmente, neste local, é realizada a cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz. Ali ao lado, pude presenciar uma orquestra ensaiando ao ar livre – no mínimo, diferente!

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Mais adiante encontrei o Aker Brygge, uma área moderna com centro de compras, bares e restaurantes badalados – alguns deles instalados em barcos atracados. A atmosfera do ambiente é muito agradável e a comida daqueles restaurantes parecia ser incrivelmente deliciosa; mas era cara e fora de cogitação para um mochileiro em final de viagem – como eu, naquela ocasião!

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Continuando, passei pelo Nationaltheatret, cercado pelos belos jardins, estátuas e fontes do Studenterlunden Park. Nas quadras ao lado ficam a Universidade e a Nasjonalgalleriet (museu que expõe O Grito e Madonna de Edvard Munch) e, logo à frente os Slottsparken (Jardins do Castelo) e o próprio Kongelige Slottet (Palácio Real). Para retornar, segui pela agradável Karl Johans Gate, a principal via da cidade – cuja maior parte é zona de pedestres. No caminho são inevitáveis algumas paradas para ver os artistas de rua, entre os quais se destacavam duas meninas cantando e tocando lindamente a música Leaving on a Jet Plane de John Denver. Ainda passei na estação de trem para pegar os horários atualizados antes de chegar ao albergue.

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Quando cheguei no meu quarto, fui surpreendido por um italiano (que morava em Sevilha, na Espanha) animando o ambiente ao som de sua tabla – um instrumento de percussão indiano – enquanto treinava suas técnicas. Antes de dormir, tentei reservar algum albergue em Estocolmo, mas não encontrei nada disponível.

No outro dia fiz check-out no albergue e deixei minha mochila no locker da estação. No guichê, tentei reservar um trem noturno para Estocolmo (para compensar o fato de eu não ter reserva), mas não havia.

No posto de informações turísticas me informei onde pegar o ônibus 30 para chegar à península Bygdøy – a região de concentra os museus mais interessantes da capital norueguesa.

A primeira parada foi no Vikingskipshuset (Museu do Barco Viking) cujos destaques são três embarcações originais, encontradas em escavações. Interessante saber que os barcos eram enterrados juntamente com seus donos e um dos barcos expostos, inclusive, foi enterrado com uma rainha.

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Caminhando um pouco pela península cheguei ao Norsk Folkemuseum (Museu Norueguês de História e Cultura). É uma grande área a céu aberto que expõe construções originais de todas as regiões do país. É um passeio relaxante. O destaque deixo para as enormes casas de madeira de dois andares com grama nos telhados. Há também uma exposição de trajes e objetos típicos.

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O museu seguinte foi bastante especial pra mim: Frammuseet (Museu Fram). Na preparação para esse mochilão, eu havia lido alguns dos livros de Amyr Klink que relatava a história do Fram, o primeiro navio a chegar ao polo sul, comandado pelo navegador norueguês Roald Amundsen (que disputava o feito com o inglês Robert Falcon Scott). O destaque, obviamente, é o próprio navio que pode ser visitado – inclusive em seu interior que guarda relíquias da tripulação.

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Não resisti e entrei em outro museu que leva o nome de uma embarcação, o Kon-Tiki Museet. Nesse momento, eu já estava completamente tomado pelo clima e pelo espírito das navegações, aguçados pelas incríveis histórias. Este museu exibe embarcações feitas com técnicas de antigas civilizações, utilizadas pelo arqueólogo, explorador e antropólogo Thor Heyerdahl para provar a hipótese do contato entre esses povos, através da navegação. Os barcos expostos são Kon-Tiki, que cruzou o trecho Peru-Polinésia; e o Ra II, que viajou do Marrocos até o Caribe.

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Após esse baita passeio, peguei o ônibus (e congestionamento) de volta para o centro. Por sorte, presenciei um longo e belo desfile militar de vários países. Depois almocei um fast-food (sempre economizando na Escandinávia) e embarquei para Estocolmo (Suécia), meu penúltimo destino do mochilão. Ou não!?

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Este é o 50º post da série Mochilão na Europa I (28 países)

Leia o post anterior: Passeando a pé por Copenhague

Leia o post seguinte: Malmo (em breve!)


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Guilherme Goss De Paula

Nascido em Tupã, no interior de São Paulo, sua primeira experiência internacional foi um intercâmbio na Alemanha - onde despertou seu interesse por conhecer o mundo. Trabalhou com turismo nos EUA, no Amazonas e em Santa Catarina. Graduou-se em Turismo e Hotelaria e abriu sua própria agência de viagens. Sempre em busca de novos destinos, acumula passagens por mais de 60 países. Como escritor-viajante, já participou de diversas edições dos guias O Viajante, além de ser colaborador voluntário dos sites TripAdvisor e Mochileiros.com. Sua melhor viagem é sempre a próxima!


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