Na terra dos Leprechauns (Dublin, Irlanda)

  • 15/05/2016
  • comentários
  • Por: Guilherme Goss De Paula

Se você já pesquisou alguma vez sobre intercâmbio, se gosta do U2 ou já quis participar da festa de St. Patrick’s Day, certamente já leu alguma coisa sobre Dublin e a Irlanda.

Cheguei à capital irlandesa após pegar um ferry em Holyhead (País de Gales) e atravessar o Mar da Irlanda. Aliás o ferry da empresa Irish Ferries é um espetáculo – cheio de opções, me senti fazendo um mini-cruzeiro, em um navio com direito a lanchonetes, bares, lojas, lounges e cinema. A viagem pode levar entre 2h a 3h30, variando com o tipo de embarcação.

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Ao desembarcar, procurei um ônibus para o centro da cidade. O percurso foi animado por um senhor irlandês – daqueles típicos, ruivo e de chapéu – que me deu as boas-vindas e cantou o tempo todo. Além de divertido ele era generoso, pagou o bilhete para um sul-africano que não tinha dinheiro trocado. Logo de cara, confirmava-se a hospitalidade daquele povo, conforme eu já tinha ouvido falar.

A partir da estação de ônibus, caminhei por alguns minutos até encontrar o Marlborough Hostel – bem localizado e com boas acomodações (entretanto, parece que fechou ou mudou de nome). No quarto, já estavam instaladas outras quatro pessoas: uma alemã hippie, dois alemães e um francês raro – que dizia odiar seu país. Já era tarde e eu, cansado, adormeci.

No dia seguinte, logo após o café da manhã, ajudei a alemã hippie (e folgada) a levar sua bagagem até uma avenida, a duas quadras do albergue, onde ela pegaria o ônibus para ir embora.

Iniciando as visitas, o primeiro local que conheci foi uma igreja ao lado do albergue, na Marlborough Street, depois segui a pé por toda a cidade. Visitei o Trinity College e enfrentei uma longa caminhada para chegar até a Guinness Storehouse – pra quem nunca ouviu falar, Guinness é a cerveja mais famosa da Irlanda; chega a ser um orgulho nacional. Na fábrica existe um tour interessante que mostra como funciona a produção da cerveja e também a publicidade produzida pela marca. Ao final do tour ocorre o ponto alto do passeio, quando pode-se preparar o próprio pint (formalmente uma unidade de medida equivalente a 568ml, também é o nome dado popularmente aos canecos de mesmo volume, comuns na Irlanda e no Reino Unido) e ainda ganha um certificado. Depois da degustação é só ir ao Gravity Bar (no último andar do prédio) e curtir o visual enquanto bebe, ou não, mais um pint.

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Dei sequência ao passeio em um tour guiado pelo luxuoso Dublin Castle, pela biblioteca e jardins do castelo. Fui para a mundialmente conhecida região de Temple Bar, com estilo medieval preservado, ruas de paralelepípedos e muitos (muuuitos) pubs, cafés e lojas espalhadas, responsáveis por atrair uma legião de turistas todos os dias.

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Continuei passando por Dublinia e Christ Church Cathedral, caminhando entre as ruas até chegar à Grafton Street, um calçadão com as melhores boutiques da cidade, shoppings e lojas de suvenir – não deixe de comprar seu Leprechaun (uma espécie de duende ou gnomo guardião de tesouros!). Como não poderia faltar, topei com um artista de rua solando músicas do U2 (a mais conhecida banda Irlandesa), às vezes acompanhado pelas vozes de alguns transeuntes que passavam por ali.

No albergue conheci meu novos companheiros de quarto: dois espanhóis (Cisco e Enéas) chatos e absolutamente inconformados com o dia nublado (acho que compraram a passagem para o lugar errado!), um sul-africano gente boa da Cidade do Cabo, e outros dois que não tive a oportunidade de conversar. Fui dormir cedo e, confesso, meio decepcionado pelo fato de Dublin ser uma cidade muito internacionalizada (assim como qualquer outra capital). Um dia foi praticamente suficiente para conhecer os principais atrativos, mas fiquei com uma vontade enorme de retornar para conhecer o interior irlandês.

Na manhã seguinte, após o café, deixei o albergue e fui para a estação de trem, de onde segui para meu próximo destino: Belfast, Irlanda do Norte.


Este é o 13º post da série Mochilão na Europa I (28 países)

Leia o post anterior: A cidade dos Beatles (Liverpool, Inglaterra)

Leia o post seguinte: Belfast e Giant’s Causeway (Belfast, Irlanda do Norte)

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Guilherme Goss De Paula

Nascido em Tupã, no interior de São Paulo, sua primeira experiência internacional foi um intercâmbio na Alemanha - onde despertou seu interesse por conhecer o mundo. Trabalhou com turismo nos EUA, no Amazonas e em Santa Catarina. Graduou-se em Turismo e Hotelaria e abriu sua própria agência de viagens. Sempre em busca de novos destinos, acumula passagens por mais de 60 países. Como escritor-viajante, já participou de diversas edições dos guias O Viajante, além de ser colaborador voluntário dos sites TripAdvisor e Mochileiros.com. Sua melhor viagem é sempre a próxima!


3 respostas para “Na terra dos Leprechauns (Dublin, Irlanda)”

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