Parque Nacional Tayrona: natureza e aventura no paraíso colombiano

  • 29/08/2016
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  • Por: Guilherme Goss De Paula

Fala, viajante!

Enquanto estávamos em Santa Marta, aproveitamos dois dias e uma noite para conhecer o Parque Tayrona, uma das melhores surpresas da viagem. Quer saber por quê? Acompanhe o relato abaixo!


Parque Nacional Tayrona: natureza  e aventura no paraíso colombiano

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Cientes que deveríamos caminhar bastante nas próximas horas, começamos a organizar nossas tralhas para os próximos dois dias. Estávamos em Santa Marta, mais precisamente no bairro El Rodadero, no albergue Casa del Ritmo. Foi lá que deixamos a maior parte de nossas bagagens para explorar o Parque Nacional Tayrona mais “leves”. Levamos conosco apenas o básico para passar dois dias e uma noite na praia, ou melhor, em algum tipo acomodação disponível por lá.

Pagamos COP 3.000 por um táxi que nos deixou em um terminal de ônibus. O local é bem simples, de chão batido e sem nenhuma estrutura. Mas é de lá mesmo que saem os ônibus (igualmente simples e apertados) para Tayrona. Pelo ônibus, cada um pagou COP 7.000. São apenas 34 km de distância mas, devido às paradas e ao trânsito, o trajeto até a entrada do Parque pode durar cerca de uma hora.

Quando desembarcamos, tive que procurar um local para trocar dólares, pois havia me esquecido de trocar na cidade. Felizmente, nos arredores da entrada (chamada El Zaino), há restaurantes e lojas que trocam algum dinheiro – mas, dependendo do dia, pode ser que você não consiga fazer o câmbio por lá, portanto confira sua carteira previamente.

Antes de chegarmos até a bilheteria, o pessoal do Parque nos recebeu e, junto com outros turistas, tivemos que assistir a um vídeo obrigatório de orientação sobre o local e educação ambiental. O objetivo do vídeo – além de contar sobre o Parque, sua fauna e flora –, é instruir os visitantes sobre os horários que as trilhas abrem e fecham, sobre quais praias são seguras para o banho e fornecer informações sobre hospedagem e alimentação. A entrada para o Parque Tayrona custou COP 42.000; estudantes com até 26 anos pagam apenas COP 8.500 (é exigida a comprovação).

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Continuando, cada um pagou mais COP 3.000 para tomar uma van que sobe morro acima por cerca de cinco quilômetros. Aliás, na minha opinião, esse valor poderia ser incluído ao do ingresso, uma vez que todo mundo utiliza o serviço.

Após o desembarque da van, existem duas alternativas para continuar até Arrecifes: a pé ou a cavalo (por COP 20.000). Optamos pela caminhada que levou 40 minutos. O início foi complicado, o caminho em meio a mata começa com muitos degraus, o que deixou o percurso mais lento, e a situação foi agravada pelo calor e umidade excessivos. Mas, com um pouquinho de esforço, chegamos a Arrecifes que é a primeira parada e possui restaurantes e acomodação. Almoçamos por lá mesmo (cerca de COP 12.000) para recuperar as energias, pois ainda tínhamos um bocado para chegar a Cabo San Juan del Guía, nosso destino final.

Deixamos Arrecifes para trás continuamos a empreitada. As trilhas em meio à mata deram lugar à uma longa caminhada pela areia da praia – neste ponto, o banho de mar não é permitido e há placas sinalizando as mais de 200 mortes ocorridas por afogamento, melhor não arriscar, né?

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Seguindo nosso caminho, passamos por algumas outras prainhas até chegar em La Piscina, que fica mais ou menos na metade do caminho entre Arrecifes e Cabo San Juan. É uma praia tranquila, protegida por uma barreira natural de corais – que é uma atração a mais para mergulhadores.

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E, finalmente, depois de 1h40 de caminhada total, chegamos a Cabo San Juan. O que encontramos foi algo diferente do que eu imaginava, mas não menos interessante. Eu esperava algo deserto mas existe uma pequena comunidade por ali e são seus integrantes que cuidam da manutenção local. O chamado Centro Ecoturístico Cabo San Juan del Guía possui uma estrutura que, apesar de simples, é muito boa, organizada e conta com barracas e redes para locação, banheiros, restaurante e um bar/conveniência.

As barracas já ficam montadas lado a lado, à espera dos hóspedes. Para tornar a experiência mais confortável, há colchões de espuma dentro delas. A diária da barraca custa COP 25.000 por pessoa. As redes também ficam montadas ao lado das barracas, em um barracão coberto, mas aberto nas laterais e custam COP 20.000. Existe ainda a possibilidade de ficar acomodado em uma parte mais nobre, em uma espécie de bangalô sobre as pedras, entre as duas praias do Cabo. Nesse bangalô, também há redes e dois quartos privativos a COP 150.000 para duas pessoas.

Ainda sobre a estrutura, é bom salientar que energia elétrica é luxo, ou seja, nos banheiros só tem água fria – mas com o calor que faz por lá, você nem ia querer água quente, eu garanto! Luz só tem no restaurante, na conveniência, nos banheiros, e em um ou outro poste. Perto da praia ou da área de acampamento só luz natural (dependendo da lua) e as lanternas. Para carregar baterias e celulares, há somente duas ou três tomadas nas paredes do restaurante – aproveite para não se preocupar com isso e vá curtir a natureza, ok?

Guardamos nossos pertences nas barracas e fomos conhecer a praia. O sol já estava quase se pondo e a água estava bem fria. Mas não o suficiente para me impedir de aproveitar um pouquinho. Mais tarde jantamos (os pratos custam cerca de COP 11.000), conversamos com a gringaiada (aparentemente, éramos os únicos brasileiros) e fomos dormir.

Fiz questão de acordar cedo, bem cedo. Eram 5h30 quando meu despertador tocou. Saí da barraca com a câmera na mão para registrar o nascer do sol. Pouco a pouco, a luz do dia ia chegando e transformando a vida daquela praia. O movimento nas barracas se intensificava. Todos queriam aproveitar o dia. Tomamos o café da manhã e, sem perder muito tempo, caímos nas águas caribenhas que, devido ao sol, estavam bem mais quentes que na tarde anterior. E foi dentro d’água que permanecemos por toda a manhã. Eu, particularmente, gostaria de ter ficado ali por alguns dias, mas nosso roteiro era apertado e tínhamos que seguir viagem.

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Assim, liberamos as barracas e partimos. Fizemos uma parada em La Piscina e depois em Arrecifes, onde tornamos a almoçar. Chegando ao final da trilha, fomos abordados por um senhor que tinha uma van e estava negociando a viagem de volta até Santa Marta. Estávamos cansados e achamos uma boa pagar COP 17.000 cada um para que ele nos deixasse em nosso albergue, evitando assim o ônibus apertado até Santa Marta e depois o táxi. Só não esperávamos que o trânsito em Santa Marta estivesse tão intenso naquele final de tarde, o que obrigou o motorista da van a pagar dois táxis para levar parte da galera até seus destinos finais.

Chegamos sãos, salvos mas muito cansados na Casa del Ritmo. Fizemos o check-in, nos instalamos e comi a melhor lasanha de berinjela da minha vida por COP 13.000.

O que não vimos no Parque Tayrona?

Logicamente, em dois dias e uma noite, não pudemos tempo de ver tudo que o Parque oferece. Afinal, ele possui três entradas que levam a diferentes lugares – em sua maioria, praias. A exceção é um local chamado El Pueblito, cujo principal acesso é pela entrada Calabazo. Pueblito é um pequeno povoado indígena que sustenta suas tradições, vivendo ali, como seus ancestrais.

Se você quer praia mas quer deixar a aventura de lado, opte por Cañaveral que fica bem próxima da entrada do Parque e possui opções de camping, apartamentos, restaurante e até wifi.


Guarde essas informações para a sua viagem:

Táxi desde El Rodadero até o terminal – COP 3.000

Ônibus de Santa Marta ao Parque Tayrona – COP 7.000

Parque Nacional Tayrona –  Horários de abertura para entrada/saída: 8h-17h. Entrada: COP 42.000; estudantes com até 26 anos pagam COP 8.500. Van para percorrer os 5 km iniciais: COP 3.000 / Cavalos até Arrecifes: COP 20.000 / Almoço em Arrecifes: COP 12.000. Existe uma opção para chegar a Cabo San Juan de barco, desde Taganga, a viagem dura 55 minutos e custa COP 55.000 por trecho. Importante: é proibido ingressar no parque portando sacolas plásticas, objetos de isopor, instrumentos musicais, animais de estimação, bebidas alcoólicas e pranchas de surfe.

Centro Ecoturístico Cabo San Juan del GuíaAcomodação em Cabo San Juan: rede COP 20.000 por pessoa; barraca COP 25.000 por pessoa; quarto COP 150.000 para duas pessoas. O restaurante abre para o café das 7h30-10h30; para o almoço das 12h30-16h; e para o jantar das 18h30-20h30. O bar/conveniência abre das 7h30-16h e das 18h-21h. Café da manhã a partir de COP 6.000, massas por COP 8.000, outros pratos a partir de COP 11.000, uma garrafinha d’água custa COP 3.000 e a cerveja COP 4.000. Há serviço de lockers disponível entre 7h-21h30.


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Guilherme Goss De Paula

Nascido em Tupã, no interior de São Paulo, sua primeira experiência internacional foi um intercâmbio na Alemanha - onde despertou seu interesse por conhecer o mundo. Trabalhou com turismo nos EUA, no Amazonas e em Santa Catarina. Graduou-se em Turismo e Hotelaria e abriu sua própria agência de viagens. Sempre em busca de novos destinos, acumula passagens por mais de 60 países. Como escritor-viajante, já participou de diversas edições dos guias O Viajante, além de ser colaborador voluntário dos sites TripAdvisor e Mochileiros.com. Sua melhor viagem é sempre a próxima!


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